A base para a verdadeira felicidade

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Introdução

No decorrer da história, filósofos, teólogos e estudiosos de diversas áreas do conhecimento têm lidado com a ética humana, e desenvolvido inúmeras teorias sobre como alcançar a felicidade e viver uma vida boa. Talvez estes sejam os maiores anseios da humanidade. Foi Albert Einsten quem disse que tudo o que raça humana tem feito e pensado é visando a satisfação de seus desejos e necessidades (Religion and Science). Portanto, pode-se afirmar que a pergunta mais importante que as pessoas estão fazendo é: o que fazer para viver uma boa vida e experimentar a verdadeira felicidade? E essa é a pergunta que vai orientar este artigo.

Desde Sócrates, Platão e Aristóteles, passando por Kant, até os estudiosos mais modernos, a ênfase de uma boa vida e da verdadeira felicidade tem sido colocada, de uma maneira ou de outra, na razão e na capacidade intelectual do ser humano de cultivar bons hábitos e agir corretamente. A principal preocupação da filosofia, por exemplo, é lidar com o sentido da vida e encontrar meios para torna-la melhor e mais plena, e dentre as respostas encontradas estão o hedonismo, o autocontrole, a busca por prazeres, o cumprimento do dever, o cultivo de virtudes, entre outras. Aristóteles, por exemplo, enxergava a felicidade como o objetivo último da vida, alcançada pelo aprendizado e prática de boas virtudes intelectuais e morais. Kant acreditava que a felicidade era resultado da boa vontade do ser humano em usar e direcionar as coisas para aquilo que é justo e correto.

Diante deste quadro, minha proposta como teólogo de tradição Reformada é que, a fim de estabelecer uma visão correta da verdadeira felicidade, baseada na ética cristã Reformada, não é preciso rejeitar tudo o que Aristóteles e Kant disseram sobre a busca pela felicidade, porém, torna-se necessário resgatar a doutrina da união com Cristo como princípio, base e fundamento da ética humana. Para isso, primeiramente, apresentaremos um breve resumo do conceito de felicidade em Aristóteles e Kant, que têm sido base para muito do que se tem escrito nos dias de hoje, depois, verificaremos como Lutero e Calvino enxergavam o assunto no séc. XVI, e finalmente, nos atentaremos para a doutrina da união com Cristo conforme proposta por Calvino. Meu interesse é demonstrar que, de acordo com a ética cristã Reformada, a verdadeira felicidade humana, antes de ser uma atividade humana intelectual, deve ser propriamente compreendida tendo como base a doutrina da união com Cristo, ou seja, a verdadeira felicidade consiste no desfrute de Deus, em união com Cristo.

A Felicidade em Aristóteles e Kant

Para Aristóteles (384-322 b.C.), a felicidade é a finalidade suprema do ser humano, e tal felicidade depende de certos elementos básicos, como saúde, liberdade, e uma boa situação socioeconômica. Ele afirma que a felicidade é o maior bem da humanidade e é o objetivo do pensamento e da conduta moral de todo ser humano. Os seres humanos florescem por meio do aprendizado e da prática de certas virtudes intelectuais e morais, ou seja, a felicidade humana é o maior motivo pelos quais os seres humanos pensam e agem, e a prática destas virtudes é o requisito básico para se alcançar tal felicidade. Sua ênfase era na razão, e as virtudes intelectuais e morais que deveriam ser praticadas a fim de se obter felicidade, poderiam ser aprendidas através do ensino e adquiridas como resultado da prática e do hábito.

Aristóteles argumenta que “a natureza nos dá a capacidade de recebê-las [as virtudes], e tal capacidade se aperfeiçoa com o hábito” (Ética a Nicômaco, II, 1103 a 26). Portanto, para as questões apresentadas na introdução deste artigo, Aristóteles responde que a felicidade é o maior bem do ser humano, ser feliz é o maior objetivo da humanidade, e para se alcançar tal objetivo, é necessário aprender e praticar certas virtudes. De acordo com Aristóteles, a ética, a felicidade e a vida boa são resultados do hábito. Ele acredita que o ser humano vive bem e é feliz ao agir corretamente, aprendendo e praticando todas as virtudes, tanto as intelectuais quanto as relativas ao bom caráter, e tais virtudes são aprendidas através do intelecto e da razão.

Anos mais tarde, Immanuel Kant (1724-1804) diz que “neste mundo, e também fora dele, nada é possível pensar que possa ser considerado como bom sem limitação a não ser uma só coisa: uma boa vontade” (Fundamentação da Metafísica dos Costumes [FMC] IV, 393). Para Kant, a felicidade se encontra na boa vontade do ser humano, isso significa que a bondade ou a maldade das coisas não estão na substância em si, mas em como o ser humano direciona aquilo para o bem ou para o mal, afinal de contas, coisas como talento, fortuna, poder, caráter, e até mesmo a busca pela felicidade podem ser usadas de maneira errada e podem corromper a pessoa. A felicidade humana depende do uso que o ser humano faz de determinada coisa, portanto, é condicionada à boa vontade da pessoa, e é precisamente e conscientemente, “a satisfação de todos os nossos apetites e inclinações” (Crítica da Razão Pura III, 523).

Para Kant, diferentemente de Aristóteles, a felicidade não é o objetivo último do ser humano pois, “se num ser dotado de razão e vontade a verdadeira finalidade da natureza fosse a sua conservação, o seu bem-estar, numa palavra a sua felicidade, muito mal teria ela tomado as suas disposições ao escolher a razão da criatura para executora destas suas intenções” (FMC, BA 4), mas encontramos felicidade ao racionalmente satisfazer nossas necessidades e inclinações.

Por causa da incapacidade humana de alcançar a felicidade por seus próprios instintos, foi-lhe dada a razão para dar origem à boa vontade a fim de se alcançar um objetivo bom. A humanidade não age de boa vontade em busca da felicidade apenas por instinto, de maneira natural, mas de acordo com a razão e com determinadas leis morais. A ênfase de Kant também é no poder do intelecto em direcionar as coisas para o bem, e consequentemente, experimentar uma vida boa. Portanto, para Kant, a boa vontade direcionada pela razão e pelo senso de dever, é o bem mais elevado do ser humano, e a consequência é uma vida boa e feliz.

Tanto em Aristóteles como em Kant, de uma maneira ou de outra, a ênfase para se alcançar a verdadeira felicidade estava na habilidade da razão e do intelecto. Para o primeiro, a felicidade é o maior alvo do ser humano e é conquistado pelo aprendizado e prática de boas virtudes intelectuais e morais. Para o último, o maior bem da humanidade é a satisfação de suas necessidades e inclinações através da prática intelectual da boa vontade, direcionando as coisas para aquilo que é correto e bom, e a boa vida é vista como resultado de tal prática.

Diante do que foi explorado até aqui, e a partir de uma perspectiva cristão, será que Aristóteles e Kant estão totalmente errados e devem ser descartados? Penso que não. A perspectiva cristã Reformada não descarta a ideia de que para se viver bem é necessário aprender e praticar boas virtudes intelectuais e morais. A ética humana diz que é preciso respeitar e seguir as leis morais, cultivar hábitos saudáveis para a vida em sociedade, e buscar a satisfação das necessidades a partir da prática da boa vontade, entre outras atividades intelectuais e morais. Ao olharmos para Lutero e Calvino, perceberemos que, o conceito dos Reformadores não necessariamente exclui ou despreza o ensino de Aristóteles e Kant, porém deve vir antes dos filósofos, como princípio e base da boa vida e da verdadeira felicidade. Na verdade, a felicidade proposta pelos dois filósofos só pode ser alcançada se levarmos em conta a realidade do pecado e da graça, ensinada por Lutero e a doutrina da união com Cristo, proposta por Calvino. De fato, a união com Cristo é o que capacita e habilita alguém ao aprendizado e a prática de virtudes, e à boa vontade para satisfazer suas necessidades e inclinações, como veremos a seguir.

A Felicidade em Lutero e Calvino

No século XVI, a Reforma Protestante introduziu uma nova base para se viver bem e alcançar a felicidade: a fé ao invés da razão como base para experimentar a verdadeira felicidade, as Escrituras e a realidade da graça como bases para o conhecimento e bondade morais. A Reforma mudou o pensamento racionalista predominante, levando em conta o pecado do ser humano. Para Lutero, por exemplo, uma vida boa e virtuosa não é resultado da criação de hábitos (como ensina Aristóteles), mas é o resultado da obra transformadora do Espírito Santo através da sua graça dentro dos seres humanos, que é capaz de transformar seus corações e capacitá-los para fazer o bem.[1] As próprias virtudes são resultantes da obra divina. De acordo com Lutero, não se pode fazer o bem moral e alcançar a verdadeira felicidade à parte da graça de Deus.[2] A ênfase de Lutero é que, por causa da natureza pecaminosa, a razão humana não é capaz de experimentar verdadeira alegria e alcançar o propósito último da vida por si mesma. Ela depende da graça divina.

João Calvino segue o mesmo caminho de Lutero, embora, como Andrew Cameron afirma, “Calvino não busca como eles [os filósofos] uma definição do homem bom, da boa vida, ou do florescimento humano”.[3] Calvino introduziu a doutrina da união com Cristo como fundamental para a vida cristã. “A doutrina de Calvino referente à união com Cristo, se não é o ensino mais importante que inspira todo o seu pensamento e sua vida, é uma das características mais influentes de sua teologia e ética”, escreveu David Willis Watkins.[4] Através da união com Cristo, os seres humanos podem encontrar o seu propósito mais elevado e experimentar a verdadeira felicidade; em outras palavras, a união com Cristo é a base da ética Reformada, é o principal e mais importante fundamento para quem busca a verdadeira felicidade e a verdadeira boa vida. Para Calvino, a união com Cristo se faz necessária porque o ser humano é incapaz de viver uma vida virtuosa e alcançar a verdadeira felicidade por si mesmo, pelas habilidades de sua própria mente, por causa do pecado que ofuscou e corrompeu sua mente.

Calvino e a União com Cristo: A Base para a Verdadeira Felicidade

Calvino escreve que, “a união da Cabeça com os membros, a habitação de Cristo em nós – em resumo, a união mística – são tratadas por nós com o mais elevado grau de importância, de modo que Cristo, tornando-se nosso, nos faz, juntamente com Ele, participantes dos dons com os quais Ele foi dotado” (Institutas 3.11.9). E esta união só é possível porque Cristo assumiu nossa natureza humana, e “Cristo não somente se une a nós por meio de um laço indivisível de comunhão, mas também cresce mais e mais em um corpo, conosco, por meio de uma comunhão maravilhosa, até que se torna completamente um conosco” (Institutas 3.2.24).

Tal união com Cristo também implica na participação nos benefícios de Cristo, e isto acontece através da ação interna do Espírito Santo, gerando fé e arrependimento no coração humano. Como diz Joel Beeke, “somente o Espírito pode unir Cristo, no céu, com o crente, na terra… A comunhão com Cristo é sempre o resultado da obra do Espírito… O Espírito Santo é o vínculo que une o crente a Cristo, bem como o instrumento por meio do qual Cristo é comunicado ao crente”.[5] E através desta obra maravilhosa do Espírito, Calvino afirma que,

Crescemos juntamente com Cristo em um corpo. Ele compartilha conosco o seu Espírito; e, por meio das operações invisíveis do Espírito, Cristo se torna nosso. Os crentes recebem essa comunhão com Cristo ao mesmo tempo em que recebem o seu chamado, No entanto, dia a dia, eles crescem mais e mais nesta comunhão, à proporção que Cristo cresce no íntimo deles.[6]

A união com Cristo, Joel Beeke afirma, ajudava “Calvino a moldar o seu entendimento quanto à regeneração, à fé, à justificação, à santificação, à segurança de salvação, à eleição e à igreja, visto que ele não podia falar sobre qualquer doutrina à parte da comunhão com Cristo. Esse é o âmago do sistema de teologia de Calvino”.[7] Por meio da união com Cristo, “somos feitos participantes na vida e espírito do Senhor”,[8] e esta é a chave para a verdadeira felicidade. Não há como ser verdadeiramente feliz sem estar em verdadeira comunhão com Cristo. É a união do ser humano com Cristo que determina e evidencia a sua ética e o seu comportamento. Calvino afirma que “o princípio de uma vida abençoada [feliz] está em que todos nós sejamos governados e vivamos tão somente pelo poder do Espírito de Cristo”.[9] A plenitude da felicidade humana, de acordo com Calvino, é estar unido à Cristo (Cf.: Institutas 1.15.6; Colossenses 2:6-7).

Wallace escreve que para Calvino, as virtudes não podem “ser cultivadas pela decisão e disciplina humanas”, como Aristóteles e Kant ensinavam, mas tais virtudes são frutos “da união com Cristo conduzindo à cruz, o efeito da graça de Deus e a alegre submissão e rendição à Sua vontade”.[10] Para Calvino, o ser humano sem Cristo é incapaz de alcançar o propósito último da vida e experimentar a verdadeira felicidade. Em seu comentário do evangelho de João, Calvino escreve que “nós somos por natureza, infrutíferos e secos, exceto se estamos enxertados em Cristo e extraímos dele um novo poder, o qual não procede de nós mesmos”.[11] Para Calvino, o pecado impede o ser humano de alcançar a verdadeira felicidade, e somente em união com Cristo, ele pode ser completamente renovado em todas as suas esferas, e assim, viver uma vida de virtudes e boas obras, em comunhão com Cristo e no poder do Espírito Santo. O intelecto, sem estar unido à Cristo e sem ter sido regenerado pelo ação do Espírito Santo, é incapaz de encontrar a verdadeira felicidade.

Portanto, a busca pela felicidade baseada apenas em Aristóteles e Kant se torna infrutífera e seca, exceto se estivermos unidos à Cristo e sejamos habilitados por um novo poder, o qual não procede de nós, e que nos leva a experimentar a verdadeira vida. Unidos com Cristo, e habilitados por este novo poder, a mente e o coração humano são transformados, e somente então, o ser humano torna-se capacitado para o aprendizado e o hábito de boas virtudes intelectuais e morais (Aristóteles) e para fazer o bem motivado pela boa vontade e pelo senso de dever (Kant).

A união com Cristo restaura, no ser humano, a imagem de Deus corrompida pelo pecado, e esta restauração da imagem de Deus em nós é o que nos torna mais humanos e nos faz experimentar o propósito último para o qual fomos criados: a comunhão com Deus Pai, em união com Cristo e no poder do Espírito Santo. Isto significa que a vida humana deve ser moldada por Cristo. Quando Cristo se une à nós, a nossa vida deve expressar, externamente, a vida de Cristo, e consequentemente, esta união com Cristo se torna evidente através da prática de virtudes como justiça, santidade, amor, bondade, paciência, entre outras. John Bolt escrevendo sobre a vida cristã da perspectiva do neo-Calvinista holandês Herman Bavinck[12], afirma que o pecado nos impede de alcançar nosso destino; nos aliena de nossa verdadeira humanidade, e somente em união com Cristo, e no poder do Espírito, somos renovados em verdadeira justiça e santidade para o qual fomos criados.[13] Esta é a perspectiva de Calvino e de toda tradição cristã Reformada: o ser humano não pode ser verdadeiramente feliz e alcançar o seu propósito pleno à parte de Cristo.

Considerações Finais

Diferentemente dos antigos filósofos que colocavam a ênfase de uma vida plena na razão e na prática de virtudes, a tradição cristã Reformada reconhece que, por causa do pecado, o ser humano é incapaz de alcançar a finalidade última da vida e a verdadeira felicidade somente pela capacidade da razão natural. É necessário que algo além e exterior ao ser humano, o capacite para tal vida plena, e este algo é a união com Cristo, que só acontece através do poder e da ação interna do Espírito Santo no coração e na mente, destruindo o poder do pecado e capacitando a pessoa a viver uma vida ética, de boas virtudes e de plena felicidade.

Não é o objetivo deste artigo fazer um estudo detalhado da doutrina da união com Cristo, com todas as suas implicações, mas sim servir como um ponto de partida para se começar a pensar e responder aos questionamentos da humanidade com relação a felicidade e ao propósito da vida. Como viver uma vida boa e desfrutar da verdadeira felicidade? A ética Reformada nos ensina que a resposta deve sempre ter como base e fundamento a doutrina da união com Cristo, ou seja, antes de falarmos em virtudes e cumprimento de deveres morais e intelectuais, devemos enfatizar a união com Cristo.

A verdadeira felicidade, de acordo com a tradição Reformada, não significa ausência de sofrimento nesta vida, mas consiste no desfrute de Deus em união com Cristo e no poder do Espírito Santo, e só depois desta iniciativa divina, o intelecto humano se torna capaz de observar e guardar a lei, aprender e praticar virtudes intelectuais e morais e fazer o bem. Sem a união com Cristo, o conceito de felicidade de Aristóteles e Kant permanece apenas no campo das ideias, vaga e parcialmente percebida e alcançada.

Thiago Machado Silva

[1] Cf.: Martin Luther, “Disputation Against Scholastic Theology”, thesis 7.

[2] Cf.: Martin Luther, “Disputation Against Scholastic Theology”, thesis 4.

[3] Andrew J. B. Cameron, “How ‘Ethics’ Works: An Engagement With John Calvin,” In Engaging With Calvin (Nottingham: Apollos IVP, 2009), 235.

[4] THE UNIO Mystica and the Assurance of Faith. In: SPIJKER, Willem van’t (Ed.) Calvin: erbe und auftrag: festschrift für Wilhelm HeinrichNeuserzum 65, Geburtstag. Kampen: Kok, 1991. p. 78.

[5] Joel Beeke, Vencendo o Mundo (São José dos Campos: Editora Fiel, 2008), cf.: pp. 45-52.

[6] Calvinus Vermilio [# 2266, 8 agosto 1555]. CO. 15:723-724

[7] Joel Beeke, Vencendo o Mundo, cf.: p. 45-52.

[8] François Wendel, Calvin: Origin and Development of His Religious Thought, 238.

[9] John Calvin, Commentary on the Gospel According to John, 15.1.

[10] Ronald Wallace, Calvin’s Doctrine of the Christian Life, p. 190.

[11] John Calvin, Commentary on the Gospel According to John, 15.1.

[12] Herman Bavinck, assim como Calvino, também compreende a união com Cristo como a base para a ética e a vida cristã, porém este artigo se restringirá somente ao pensamento de Calvino. Cf.: Bavinck, Reformed Dogmatics, 4 volumes (Grand Rapids, MI: Baker Academic); John Bolt, A Theological Analysis of Herman Bavinck’s Two Essays on the Imitatio Christi: Between Pietism and Modernism (Lewiston, NY: Edwin Mellen, 2013); John Bolt, Bavinck on the Christian Life: Following Jesus in Faithful Service (Wheaton: Crossway, 2015); John Bolt, “Christ and the Law in the Ethics of Herman Bavinck,” CTJ 28 (1993), 45-73; Dirk van Keulen, “Some Remarks About Unpublished Manuscripts in the Libraries of Amsterdam and Kampen,” TBR 1 (2010), 25-56.

[13] John Bolt, Bavinck on the Christian Life, 74.

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