O Cristianismo e o Problema do Socialismo/Marxismo

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O PROBLEMA DO SOCIALISMO/MARXISMO

O socialismo afirma que seus planos econômicos coletivistas “colocam as pessoas em primeiro lugar”. Mas até mesmo a filosofia por trás do socialismo desumaniza todos os envolvidos – de acordo com um dos principais líderes socialistas, Michael Harrington.

O marxismo está enraizado no conceito de materialismo dialético (concepção filosófica que defende que o ambiente, o organismo e os fenômenos físicos modelam o ser humano, a sociedade e a cultura). Há uma afirmação pseudo-científica de que a interminável agitação do conflito de classes entre os ricos (burguesia opressora) e os pobres (proletariado oprimido) acaba produzindo um paraíso operário, e a sociedade só progride, de acordo com Marx, através dessa luta de classes. O marxismo é desenvolvido com base em uma visão materialista da sociedade, e todo o problema social é resolvido pela luta de classes.

Em primeiro lugar, o marxismo/socialismo é um problema pois ele objetifica o pobre. Harrington escreve que, ver “a pobreza como uma força em uma dialética histórica não é apenas a desumanização dos pobres, mas a desumanização de quem pensa. É claro que a pessoa humana deve ser o coração e o centro de tudo o que fazemos! No entanto, Harrington escreveu que a teoria socialista objetifica os pobres, ou seja, os torna meros objetos.

Na época em que ele escreveu essas palavras em 1952, Harrington era um comunicador associado ao movimento católico de Dorothy Day. Mesmo assim, seu amor se mostrou mais teórico e idealista do que concreto. De acordo com seu biógrafo, Maurice Isserman, a posição favorita de Harrington no abrigo era o do vigia noturno, que permitia que ele evitasse o contato com os pobres e se concentrasse em escrever. Dentro de alguns anos, ele se tornaria um socialista e ateu comprometido.

No entanto, podemos acrescentar que os resultados do mundo real do socialismo não são melhores que sua teoria. Além de ver os pobres como um meio e não como um fim, o estado de bem-estar comum resultante não pode adaptar sua ajuda para se adequar às circunstâncias individuais. De acordo com o próprio Marx, “a sociedade não é constituída por indivíduos, mas expressa a soma das inter-relações, as relações dentro das quais esses indivíduos residem.” (Grundrisse, 1858). Ou seja, regras e regulamentos impessoais determinam resultados uniformes para todos, independentemente de circunstâncias pessoais, motivações ou até mesmo se eles ajudarão ou prejudicarão o indivíduo destinatário.

Em segundo lugar, o marxismo/socialismo é um problema pois ele abandona a relação com Deus. O marxismo é, no fundo, uma filosofia ateísta sem espaço para a crença em Deus. O próprio Karl Marx era claro sobre este ponto: “O primeiro requisito da felicidade do povo é a abolição da religião” (“A Criticism of the Hegelian Philosophy of Right”, 1844). No modelo marxista, o estado se torna o provedor, o sustentador, o protetor e o legislador para todo cidadão; em suma, o estado é visto como Deus. Os cristãos sempre apelam para uma autoridade superior – o Deus Criador dos céus e da terra – e os governos marxistas não gostam da ideia de haver qualquer autoridade superior a eles mesmos.

A SOLUÇÃO É O CRISTIANISMO

O cristianismo cumpre melhor o objetivo de colocar as pessoas em primeiro lugar e lidar com o problema da justiça social. Os discípulos de Jesus viam os pobres como portadores da imagem de Deus, criados com dignidade humana infinita. Além disso, um cristão não pode cumprir sua missão sem amar e servir os pobres e todas as outras pessoas. Sem o amor ao próximo, um cristão não pode permanecer em comunhão com Deus. A tentativa de conciliar o cristianismo com o marxismo ignora suas visões amplamente divergentes sobre o pecado, Deus, igualdade, responsabilidade e o valor da vida humana.

Um dos princípios básicos do marxismo é que a ideia de propriedade privada deve ser abolida. Onde o marxismo criou raízes, os proprietários de terras vêem suas propriedades confiscadas pelo Estado, e a ideia de propriedade privada é proibida. Ao abolir a propriedade privada, o marxismo contradiz diretamente vários princípios bíblicos. A Bíblia assume a existência da propriedade privada e emite ordens para respeitá-la: mandamentos como “Não furtarás” (Deuteronômio 5.19) não têm sentido sem propriedade privada. A Bíblia honra o trabalho e ensina que os indivíduos são responsáveis pelo seu próprio sustento: “Se alguém não quer trabalhar, também não coma.” (2Tessalonicenses 3.10). A redistribuição da riqueza imposta pelo marxismo destrói a responsabilidade e a ética do trabalho bíblico. A parábola de Jesus em Mateus 25.14–30 ensina claramente nossa responsabilidade de servir a Deus com nossos recursos (privados). Não há como conciliar o marxismo com a parábola dos talentos, por exemplo.

Também compartilhamos a crença de Harrington em ações prudentes para acabar com a pobreza. Se os socialistas modernos desejam se envolver no planejamento de como [a pobreza] pode ser erradicada, eles podem começar vendo como ela foi extirpada, por exemplo, mudando a vida de centenas de milhões só na China. Desde que um grupo de produtores rurais assinou um pacto à luz de velas para permitir a propriedade privada em 1978, o abandono do socialismo rígido “tirou da pobreza mais de 800 milhões de pessoas”, segundo o Banco Mundial. As nações marxistas mais doutrinárias também são as mais atormentadas pela carência, pela fome e pela desnutrição.

No Ocidente, o socialismo está passando por um ressurgimento. Talvez, pode até ser que muitos jovens socialistas tenham motivos nobres e até as melhores intenções. Mas também devemos observar para onde o caminho que eles percorrem no leva. E, como aponta Harrington, o destino é o mesmo para a sociedade e para os próprios teóricos: a pobreza. Nesse sentido, pelo menos, o socialismo produz igualdade genuína.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em suma, o Cristianismo promove liberdade e responsabilidade individual, e nenhum desses conceitos dura muito tempo no marxismo/socialismo. Há uma razão pela qual, em estados marxistas como a China comunista, Coréia do Norte, Venezuela e a antiga União Soviética, os cristãos são sempre perseguidos: as ideias defendidas pelo marxismo são contrárias aos ensinamentos de Jesus Cristo. As diferenças são enormes.

Thiago Machado Silva

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